Carga tribut√°ria, burocracia, infraestrutura… O que trava a log√≠stica no Brasil

29/08/2016

Maior compromisso do governo, acelerar investimentos e desburocratizar processos s√£o algumas das solu√ß√Ķes

Alta carga tribut√°ria, excesso de burocracia, falta de infraestrutura ‚Äď ou de acesso √† infraestrutura existente. Ao mesmo tempo, a rapidez com que cresce o setor traz para a log√≠stica brasileira a necessidade de mudan√ßas na mesma velocidade. Portos mais preparados, rodovias mais bem pavimentadas, uso mais amplo do modal aquavi√°rio, calados mais profundos e mais terminais, entre outros milhares de adequa√ß√Ķes que o setor precisa realizar, at√© que pare de esbarrar no problema de sempre: a inefici√™ncia da infraestrutura log√≠stica, que traz altos custos e dificuldades ao transporte de cargas.

Na opini√£o de Wilen Manteli, diretor-presidente da ABTP (Associa√ß√£o Brasileira de Terminais Portu√°rios), de fato, esses s√£o fatores que travam a log√≠stica brasileira, por√©m ele destaca: ‚ÄúHistoricamente, o maior entrave dos nossos portos s√£o a governan√ßa da atividade portu√°ria e a estrutura burocr√°tica‚ÄĚ.

Para ele, no Brasil, tantos s√£o os √≥rg√£os p√ļblicos que interferem na atividade portu√°ria que isso gera inseguran√ßa jur√≠dica para aqueles que investem no setor. ‚ÄúSomada a isso, a excessiva burocracia nas opera√ß√Ķes de importa√ß√£o e exporta√ß√£o resulta num tempo improdutivo nos terminais, que √© car√≠ssimo‚ÄĚ, disse, acrescentando ainda que, nos √ļltimos meses, foi poss√≠vel ver um grave recrudescimento da interven√ß√£o do Estado nas atividades econ√īmicas.

Pensando na inefici√™ncia do transporte de cargas no Brasil, nos gargalos e na necessidade de investimentos tanto p√ļblicos como privados nos diversos segmentos, Manteli descreve a situa√ß√£o da infraestrutura portu√°ria brasileira hoje: ‚Äúdestaco os importantes investimentos privados na infra e superestrutura em terminais privados e arrendados ‚Äď tanto em instala√ß√Ķes de terra, equipamentos, cais e at√© acessos terrestres e aquavi√°rios. O problema centra-se nos investimentos que dependem do governo, notadamente nos acessos aos portos em terra e na √°gua, especialmente no aprofundamento dos canais para permitir a entrada e sa√≠da de grandes navios e na manuten√ß√£o dos aprofundamentos. Portos competitivos dependem de √°guas profundas. Neste √ļltimo caso, o governo est√° andando de lado‚ÄĚ, finaliza.

Fonte: Portal de Notícias Guia Marítimo